Nem toda obsessão após um término nasce do amor. Em muitos casos, ela é efeito de um vínculo instável, marcado por presença e ausência alternadas, onde nunca foi possível saber, com segurança, se o outro estaria ali no dia seguinte.
Na psicanálise, chamamos atenção para um funcionamento que se aproxima do que, na psicologia comportamental, é conhecido como reforço intermitente — mas aqui nos interessa menos o conceito técnico e mais o impacto psíquico desse tipo de relação. Vamos juntos?

